O enigma das
retas
Será a cruz
o símbolo do encontro de duas retas?!
Que no monte
Tabor, se transfiguram em Deus – em amor humano?
Sei que a
reta é infinita – enigma da geometria plana
Sei que a
reta não tem início, nem fim, sei que pertence a um plano
Sei que a
reta passa imaginária, bem ao meu nariz -, que se diz soberano
Reta, quase
escapável à abstração da matemática humana
Oh retas infinitas,
em infinitos planos, por que passam airosas e discretas?!
Deus também
é Reta, que de reto quer o homem salvar!
Homem
discreto, ponto da reta, histórico e finito, um ponto...
Homem que tem;
passado, presente, e futuro -, que não é conto
Homem, que
pelo livre arbítrio, pode escolher ser ponto da Reta – em vida concreta
Homem que
pode indiscreto - discrepar-se da reta e ser um ponto fora da meta
Homem incorreto,
que negando a força Reta, tornou-se historicamente concreto
Homem de
coração duro - malvado, que como meteorito, no Hades há de se chocar.
Fala-se em
traição, como se não existisse traição maior
O homem em
desamor, como arte de Deus, negar o seu próprio autor!
A Bíblia
chama isso de pecado, o que a psiquiatria chamaria de horror!
Mas o homem
que escolher a Reta, firme e ereto, só fará ponto reto, pelo cimento do amor
Amor que
liga as duas retas na cruz – braço acolhedor de nosso Senhor!
Pode, homem
da promessa – existir talento ou possibilidade de escolha melhor?!
Gessé Antônio de Souza:
14/03/2017
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