O velho sapo.
O
velho sapo, na lagoa,
Vivia
sempre à toa.
Pensava
que era o dono,
Da
maior coroa,
E
mui feliz dormia seu sono!
De repente, sapeando, ao poço
chegou...
Um
sapo novo, que coaxou.
O
velho sapo acordou,
No
meio do poço se postou,
E
mui empinado, perguntou.
- Donde vem, senhor?
Você
é muito impostor.
-Venho
do mar, amigo!
Um
lugar mais largo e comprido.
-Não
existe nada maior-, atrevido!
Calou-se e
disse:
- Que tenho eu com isso!
Não vale a pena
quermesse,
Com quem um só
poço conhece.
Gessé Antônio de Souza – 03/09/2008