A Poluição Ambiental
O Agente Ambiental sai:
A soltar os pássaros,
A soltar as pacas,
A soltar os sanhaços e os sabiás.
Solta os trinca-ferros,
Os canários-da-terra...
Solta os gambás e os tamanduás.
O Agente sai veloz cumprindo o seu dever,
Expandindo o eco da liberdade ingênua.
Esfalfado arauto da vida, do meio
ambiente!
Anda alígero pelas florestas, sobe as
serras e riachos,
Prende; os pescadores, os cortadores, as
varinhas de anzol.
Prende os peixinhos e os priva do rio e
do sol.
Oh mísero, que livre arbítrio já não tem
mais!
Tornou-se simulacro da liberdade –
sofisma ambiental.
Converteu-se em ideologia deambulante que
cega a reflexão.
Enquanto solta o passarinho, a paca e o
canarinho,
Enquanto espadeira à Quixote a poluição,
Certamente não tenha liberdade na gaiola em
que habita.
A poluição primeira – oh mísero
ambientalista!
Não é ambiental, é voçoroca humana.
É poluição ética, é poluição política,
É poluição da emoção e da cognição,
É poluição da alma e do coração,
É poluição educacional,
É poluição moral.
Gessé Antônio de Souza – 12/02/2000.
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