segunda-feira, 28 de março de 2016

O velho sapo.

          O velho sapo.


O velho sapo, na lagoa,
Vivia sempre à toa.
Pensava que era o dono,
Da maior coroa,
E mui feliz dormia seu sono!

De repente, sapeando, ao poço chegou...
Um sapo novo, que coaxou.
O velho sapo acordou,
No meio do poço se postou,
E mui empinado, perguntou.

 - Donde vem, senhor?
Você é muito impostor.
-Venho do mar, amigo!
Um lugar mais largo e comprido.
-Não existe nada maior-, atrevido!

Assim, o sapo noviço,
Calou-se e disse:
 - Que tenho eu com isso!
Não vale a pena quermesse,
Com quem um só poço conhece.



                                                                         Gessé Antônio de Souza – 03/09/2008

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