quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mosaico Filosófico 08



1-     Se não pudermos cultivar o trigo, cultivemos a alegria, por que a alegria alimentará a alma e esta o corpo, porque ambos plantarão novos campos e outras sementes.

  2_   Deus é onipotente, onisciente, onipresente. Por isso, todas as manifestações religiosas particulares merecem respeito, porque podem ser a potência, a ciência e a presença, subjetivas, do Deus único e universal.

3-      Não existem pessoas violentas, silenciosas, tristes ou doentes. O que existe, são vidas violentadas, silenciadas, entristecidas ou adoecidas à mercê de condições degradantes.

4-     Ninguém é maior que a vida para desdenhá-la no outro, ou menor para sentir-se sozinho. A vida de dentro não é diferente da vida de fora. Por isso, para cultivar a vida de dentro, basta cultivar a vida de fora, na reciprocidade.

5-     Os verdadeiros sonhos não nasceram para serem realizados, somente para serem sonhados. Se os sonhos forem realizados perfeitamente, é porque foram pequenos e nós não soubemos sonhar. As realizações não existem sem sonhos, porém, são sempre concretizações imperfeitas dos nossos sonhos.

6-      É possível e urgente criar outro mundo, porque impossível é viver neste mundo; carcomido pela injustiça e pela miséria, desumano, envelhecido e caduco.

7-      Pungente, perfure e fure o crânio humano, penetre surdo e silenciosamente na alma com palavras de carinho, e lá encontrará intactos os neurônios, que esperam ser tocados para que possam tocar a mais bela música neural, a sinfonia do coração – O Amor.

8-     A vida externa, às vezes, é dura como a pedra e se conspira em impiedoso estilingue. Nosso sonho, como um pássaro atingido sem pena, vê suas penas se esvoaçando ao vento, e cada pena voa sem pena, por que para o grande ser, não vale à pena ter pena. O que vale, é agigantar-se no novo sonho que se sonha, parodiando a fênix nos céus da beleza e da esperança.

9-     Se no mundo você se sentir sozinho e louco, cometa todas as loucuras, mas nunca cometa a loucura de sentir-se são, porque em se cavalgando nesta falsa saúde, terá trocado o caminho da livre subjetividade pelas veredas do hospício coletivo.

10- O presente é um frágil sanduíche comprimido entre dois monstros: o passado e o futuro. Se quisermos consertar o passado, temos necessariamente que intervir no futuro através de ações inteligentes e planejadas, enquanto o futuro se faz passado, através da tenra membrana do presente. 

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