Debruçado na janela
Somos janela
Aquela e esta janela
Janela de picuinha e querela
Aonde se vê a história passar
Onde se tece a história e se veem; o
tempo e o vento passarem
Aonde cada qual observa e se faz
história
Aonde muitos fazem e outros não
deixam memória.
Debruçado, na janela
Cada qual vê ou não vê a História
Cada qual lê ou não lê a História
Cada qual faz ou não faz sua história
História não feita -, feita a lacuna
histórica
Lacuna feita, por quem olvidou na
história...
História ou uma história lacunada de
retórica?
História feita de retórica
História feita de bustos esculpidos
de metal
História que não é História, apenas
pílula enganatória
História de papel, para lambuzar os
ingênuos de mel
Mel, aquele mel, que não é de abelha,
nem caiu do céu
Aquele mel sintetizado nos porões das
elites, amargo feito fel
Craque da miséria ou da miséria do crack,
borra do craqueamento social.
Gessé
Antônio de Souza 28/05/2017.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.