La Niña
La Niña, venha menina e me nina, por
favor!
Já não aguento esse El Niño, de tanto
calor
Que vem esquentando com bruto rigor
Queimando-nos com tanto horror...
Venha menina, nos ninando
Com chuva e amor.
A floresta clama
O olho d’água a chama
O fogo em chama, não a reclama
A vaca sem leite e o bezerro sem
deleite
O carneirinho pudico, tanta fama, nem
ele mama!
Venha La Ninã fazendo chuvica, minha
dulcíssima dama.
Por que foi embora, minha aurora de
cor e de frescor?
Por que foi embora minha áurea aurora
de amor!
- Porque minha partida e mui cíclica
lida
Ensina aos homens - o mais bruto
Que meu fazer aparta o luto
Porque sou a vida
Vida-amor, Vida-água,
Vida-esperança, Vida-flor
Que exorciza e afasta o sofrimento e a dor.
Gessé Antônio de Souza – 20/09/2016
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