1-
A grandeza de um cientista não se define apenas no campo
do saber. Tal grandeza se define no campo da sabedoria, que consiste em saber a
finitude do saber e a infinitude do não saber humano. O que exalta a sabedoria
não é propriamente o que se sabe, mas principalmente, o saber do que se ignora.
2-
Muitos que tem endereços certos tomam por perdidos os
que são andarilhos. Ocorre que estes podem conhecer melhor o endereço da
liberdade, que aqueles, cujas consciências estão encarceradas nos porões de
dogmas e convenções sociais.
3-
Nada sei sobre a
imensa floresta que compõe a árvore da vida. Contudo, sinto-me uma folha nesta
árvore e vejo muitas outras iguais e diferentes de mim, interligadas. A floresta,
a árvore e a folha são inseparáveis, porque compartilham seivas semelhantes e o
mesmo metabolismo. Do mesmo modo, na árvore da vida não há lugar para a guerra,
para a violência, para a discriminação e para o preconceito.
4-
É preciso ser só, como só são as cordas da viola. Não
se faz primavera de uma só flor, nem madrugada de uma estrela só. Não se faz
arco-íris de uma só cor, nem amor dum coração só, porque nada vive e se
emociona se for apenas só.
5-
Os pontos cegos da inteligência humana geram vazios na
mente, que se preenchem com dogmas e preconceitos que impedem a reflexão. Desse
modo, não vemos que não vemos e não percebemos que ignoramos. Por isso, há que
se ter muita paciência com os dogmáticos e preconceituosos.
6-
Uma nação apavorada pelo medo de viver e com muita
coragem para sobreviver será sempre dominada, e nunca poderá ser protagonista
de sua própria história.
7-
A droga é o que se vê porque se deseja ver, mas não se
vê a verdadeira droga que está por trás da droga – o desamor, a maldade e a
hipocrisia humana.
8-
Diante de situações adversas devemos valorizar a vida e
a educação, porque através da Educação o cidadão é preparado para a vida, e simultaneamente,
capacitado para vencer as adversidades.
9-
As abelhas voam a cada primavera em busca de flores e
voltam ao ninho para a partilha do mel. Assim, os alunos voltam de suas férias
às escolas, carregados de sonhos e medos e desejosos dos deliciosos favos da
convivência e do conhecimento. Se a melgueira não decepciona as abelhas, também
a escola não poderá decepcionar seus alunos.
0- A
razão humana, egoisticamente subjetiva a realidade, privatizando-a. Assim, a
realidade perde sua transcendência e deixa de ser realidade. A razão, que
funciona num dado campo da realidade, se vê, equivocadamente, funcionado no
campo da realidade absoluta e tenta impor aos outros, a ferro e fogo, essa
verdade particularizada. Se os homens compreendessem esse engodo narcísico,
certamente seria fácil respeitar o outro na sua legítima alteridade por
situarem-se em domínios distintos da realidade. Desse modo, a religião seria
religião e a paz não seria guerra.
Autor: Gessé Antônio de Souza/2013
Autor: Gessé Antônio de Souza/2013
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