Choro na via
Vi um automóvel voando feito
asterisco
Não sei se áster cadente ou avião
Passou vermelho feito risco de curisco
Jato de gasolina plus, adrenalina e
emoção!
Vi o automóvel emoção, flutuar-se ao
chão
Vi a adrenalina, vi o menino e a menina
Vi a mãe e o pai debruçados, sem ação
Vi um filete de sangue quente escorrendo
pela mão.
Sangue inocente e culpado,
paradoxalmente misturados
Sangue puro e bom, escorrendo meio
que sem jeito, pelo peito
Não sei meu Deus! - Foi a sina ou a imprudência assassina?
Eu sei que se perdeu vida, vejo a
orfandade da menina.
Vejo seu pranto sujo de lágrima, de
terra e capim
Que perfura meu coração, de modo tão
ruim!
Por qual razão, neste instante, estou
aqui
Se Isso jamais é cena pra mim!
Gessé Antônio de Souza – 16/07/2017
Este texto, embora chocante, tem o objetivo de tocar os cidadãos, que ora são motoristas ou pedestres, em situação de trânsito. O mesmo baseia-se em fato real, visto pelo autor, e paradoxalmente retratado na forma de poesia. O general romano, quando aclamado pelo Senado - Imperador Romano, durante o Ato de Aclamação, ouvia durante o cortejo ao receber uma Sálvia de Prata, as seguintes palavras: Lembra-te que és mortal! Digo ao motorista, que ao sair de casa no mais potente carrão: Lembre-se que é mortal, lembre-se que é mortal,você e sua família! Prudência o levará até o fim da viagem e então receberá uma salva de palmas de seus familiares e amigos. Um abraço motorista!
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