quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ilusões

Ilusões


Ainda menino, de corpo esguio e fino...

Foi quando olhei para os céus
Que pareciam favos de mel
E vi nuvens brancas como véus
Lá na cabeça da montanha parodiando ilhéus.

Ainda menino, lancei um olhar como tiro
Quando nesse cenário distante, olhava o pasto verdejante
Crivado de ovelhas gordas e delirantes, pastejantes
Que me faziam caminhar vibrante, rumo àquele retiro.

Caminhei meio que sem rumo
Caminhei deslumbrado e inseguro
E com pensamento fito e puro
Atarantado na trilha, ainda assim, andejei prumo.

Quando subi a montanha o céu se foi num plim-plim
Quando caminhei rumo ao pasto
Nenhuma ovelha vi, senão morto cupim
Assim, perdi minha infância, com muito desgasto.

De ilusões em ilusões, a vida se vai
Vai a infância, a mocidade
Chega a idade
E tudo se cai.

Gessé Antônio de Souza - 23/08/2016. 

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