sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mosaico Filosófico - Pensamentos/parte 1

Estamos postando alguns pensamentos. Nossa proposta é postar  mais ou menos dez pensamentos por semana. Espero que gostem.


1-     No processo de desenvolvimento, o que foi indispensável num dado momento pode ser entulho, em outro. Há muita ciência em reconhecer as coisas e os tempos, saber ganhar e perder no tempo certo.

2-     O pintainho após romper-se da casca do ovo não se livra imediatamente dos odores, ao contrário, muita energia e tempo são exigidos, até que o mesmo possa livrar-se plenamente dos cheiros do ovo que lhe deu origem.

3-     Considerando a Verdade (Deus) um conceito absoluto e infinito, decorre que o homem, por ser finito, não pode ser proprietário da mesma. Apenas pode portar verdades circunstanciais que têm valor, se são sementes para verdades superiores.

4-     O que mais nos preocupa não é o fato de não alcançarmos o impossível, mas o fato de não sermos capazes de tornar possível o alcançável.

5-     Livre é o indivíduo capaz de dizer sim e dizer não em favor da vida, pois decorrem da própria vida a liberdade e sabedoria de viver.

6-     É imperioso que a cultura humana não se ponha contra a vida, pois esta é raiz e caule, aquela - não obstante a beleza - somente folhas e flores.

7-   O narcisismo e o medo fazem da morte um fato futuro, quando na verdade é um fato presente. A cada dia, parte da vida converte-se em morte, considerando que as células morrem diariamente.

8-    O homem tolo retém o que pode perder, todavia, o homem sábio perde sabiamente o que pode perder ciente que todo ganho é precedido de perdas.

9-  O investimento energético na reprodução é altíssimo e prioritário, por isso, entre os homens, é comum faltar inteligência no ato da reprodução.

10- Os ateus e os religiosos se parecem em suas crenças. O ateu crê que o Universo surgiu do nada ou sempre existiu. O religioso crê que Deus surgiu do nada ou sempre existiu. O ateu vê somente a obra, o religioso somente o autor. Falta a ambos a visão dialógica, quando autor e obra se confundem perfeitamente. 

Alguns pensamentos de um pensa-dor, que não sabe se pensa ou se pensa a dor. Todavia, que se não pense a dor, que se esqueça o pensamento do pensador, quiçá, o próprio pensador. 

                                                                                                                   Gessé Antônio de Souza





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