quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A Poluição Ambiental



A Poluição Ambiental

O Agente Ambiental sai:
A soltar os pássaros,
A soltar as pacas,
A soltar os sanhaços e os sabiás.
Solta os trinca-ferros,
Os canários-da-terra...
Solta os gambás e os tamanduás.

O Agente sai veloz cumprindo o seu dever,
Expandindo o eco da liberdade ingênua.
Esfalfado arauto da vida, do meio ambiente!
Anda alígero pelas florestas, sobe as serras e riachos,
Prende; os pescadores, os cortadores, as varinhas de anzol.
Prende os peixinhos e os priva do rio e do sol.

Oh mísero, que livre arbítrio já não tem mais!
Tornou-se simulacro da liberdade – sofisma ambiental.
Converteu-se em ideologia deambulante que cega a reflexão.
Enquanto solta o passarinho, a paca e o canarinho,
Enquanto espadeira à Quixote a poluição,
Certamente não tem liberdade na gaiola em que habita.

A poluição primeira – oh mísero ambientalista!
Não é ambiental, é voçoroca humana.
É poluição ética, é poluição política,
É poluição da emoção e da cognição,
É poluição da alma e do coração,
É poluição educacional,
É poluição moral.
Gessé Antônio de Souza – 12/02/2000.

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