Deram
seis horas da tarde
Bateu,
dezoito horas, o sino
Suou
o dia com muito alarde
Soou
onipotente o silêncio do destino.
Oh
mineiras minas vazias!
Cadê
o brilho do ouro?
O
preto, o amarelo e o branco das vias?
E
as feridas do escravo na alma e no couro?
Agora
só há silêncio na poeira
Um
gemido pungente e distante na bateia
Muitas
voçorocas, ravinas e coceira
Até onde havia a eira, a beira e ouro na candeia.
O
Juiz da História interveio e decretou
Às
dezoito horas o sino tocou -, o ouro acabou...
Hoje,
em cruenta e cruel sangria o ferro se vai
E
tudo se acabará novamente nas Minas, uai...
Gessé Antônio de Souza : 04-03-2015
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