quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Lamento das Minas Gerais



O Lamento das Minas Gerais

Deram seis horas da tarde
Bateu, dezoito horas, o sino
Suou o dia com muito alarde
Soou onipotente o silêncio do destino.

Oh mineiras minas vazias!
Cadê o brilho do ouro?
O preto, o amarelo e o branco das vias?
E as feridas do escravo na alma e no couro?

Agora só há silêncio na poeira
Um gemido pungente e distante na bateia
Muitas voçorocas, ravinas e coceira
Até  onde havia a eira, a beira e ouro na candeia.

O Juiz da História interveio e decretou
Às dezoito horas o sino tocou -, o ouro acabou...
Hoje, em cruenta e cruel sangria o ferro se vai
E tudo se acabará novamente nas Minas, uai...
                                     
                                 Gessé Antônio de Souza : 04-03-2015

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