segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Mundo



Mundo


Mundo, que era antes d’eu nascer

Mundo, que será depois que eu morrer

Não posso mudar seu rumo; antes, durante ou depois do meu viver

Mas posso aceitá-lo como é para lhe querer!


Quis, um dia, o curso do rio mudar

Quis aquela menina pra eu amar

O curso do rio não mudou, tive que nadar e me adaptar!

A menina que amei não me amou, tive que me resignar!


Meu umbigo vai para um lado

Minha história vai pra outro lugar!

Meu coco primário, ainda que acabrunhado

Em descontentamento contente, plasticamente, tem que tudo ressignificar!

Eis a força do destino, a força do rio, a força do amor ou do mar!

Eis a montanha e a cordilheira no mesmo lugar!

Coisa que pouco a gente pode mudar!

                                                                                             Gessé – 12/01/2017

                                                                            

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