Considerando a cadeia alimentar, que concretamente se observa nos
ecossistemas aquáticos ou nos terrestres, pode-se identificar as inter-relações
presentes nos diversos seres vivos, pontuando as interdependências entre eles.
Podemos dissecar as partes para efeito ilusório de estudo ou para efeito
didático, e neste caso, não se pode perder de vista o todo; a visão sistêmica,
que dá sentido às partes e evidentemente ao estudo.
Fazendo-se um recorte do ecossistema marinho, basicamente se demonstra
que a transição da matéria morta para a vida começa de modo invisível no que
pese a nudez dos olhos humanos. Na diversidade e riqueza de microorganismos que
laboram fotossinteticamente na invisibilidade – fitoplâncton -, ergue-se
robusto zooplâncton, que de invisível a olho nu, pode ter partes visíveis
dependendo de sua organização ou tamanho.
Os seres Plantófagos (que se nutrem de plâncton) são pequenos crustáceos
que são consumidos por pequenos peixes, que se deixam consumir por peixes
maiores, até que os últimos nutrem as enormes baleias e o rei dos oceanos – o tubarão-branco.
Deste modo, esse grande e poderoso peixe - tubarão-branco, que se tornou forte
e visível a partir da invisibilidade e fraqueza do plâncton, torna-se o rei do
oceano e dominador do mar. Por ser tubarão, certamente não sabe a origem de seu
poder e grandeza. O plâncton, por outro, se revela forte na exuberância da
baleia e do rei dos oceanos. Portanto, na complexidade da vida, o forte se faz
na fraqueza do outro e o fraco se revela forte na força do outro, porque o
fraco pode até existir sem o forte, mas o forte não poderá existir sem o fraco,
embora tal força e tal fraqueza sejam apenas recortes ilusórios de algo muito
mais complexo que apenas as partes em separado – A VIDA – quando a enxergamos dentro
da visão sistêmica. Assim; pobres e ricos, negros e brancos, patrões e
empregados, cristãos e muçulmanos, ocidentais e orientais, e etc., constituem a
humanidade, essa rede única tecida na diversidade, que permeia e dá sentido à
história humana.
Trouxe resumidamente o panorama da biologia marinha, com o objetivo de
fazer um paralelo entre o que acontece no mar e o que poderá acontecer no plano
geopolítico, para alertar o Tubarão – branco, que tomará posse nos Estados Unidos,
Sr. Trump, e todos os seres humanos do planeta, que certamente sofrerão a sanha
e a voracidade desse faminto tubarão. Reconheço que o tubarão a que me refiro é
pouco experiente em política mundial, que é voraz e cercado de tubarões menores
e pouco seletivos quanto à dieta. Sugiro que o Congresso Americano o coloque
dentro de um tanque-rede resistente, de cordoalhas de aço inoxidável de grande
espessura, considerando que seus dentes serrilhados são altamente cortantes e
dilacerantes.
Não podemos exigir que um tubarão compreenda a biologia marinha assim
como é difícil a Trump compreender a geopolítica, mas cabe aos seres humanos
inteligentes precaverem-se de sua violência e orientá-lo sobre sua força e fragilidade.
São homens latino-americanos e milhares de outros seres humanos invisíveis que
estão na base do progresso americano. Se esse plâncton humano for ameaçado,
todos os tubarões dos Estados Unidos entrarão em rápida extinção, comprometendo
o frágil equilíbrio de toda a humanidade.
Obs. Trump toma posse em 20/01/2017.
Gessé
Antônio de Souza – 12/01/2017.
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