O menino nada-dor
Sem nada, nasce o
menino da pedra!
Naquela pedra, pedra do
caminho!
Pedra rachada,
pontuda e sem carinho!
Aquela pedra de rua, rústica
e morta!
Pedra seca, cinzenta,
morta, cortante e torta!
Aquela pedra, em que
nada vive ou medra!
Era um menino ou uma
menina
Um nenezinho muito
engraçado
Não tinha teto, não
tinha mãe, não tinha pai!
Não tinha ação, mas
respirava
Não tinha chão, nem
coração
Não tinha amor, não
tinha nada.
Nenezinho nada-dor,
que se desvencilhou do desamor!
Criança feia, que de
repente virou perito doutor!
Pare o ônibus, pare o
trem, parem todos os homens...
Que ele cresceu, em
breve vem mui vencedor!
Criança milagre,
filho da pedra, filho da dor...
Ela vem da pedra, vem
sem ódio, vem nadador!
Nós lhe queremos com muito amor!
Gessé Antônio de Souza – 28/01/2017
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